quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Natal em Dezembro?

Sim e não. Sim, é um dado factual, pelo menos no mundo católico, mas não, porque depois de lermos o imperdível poema “Natal e não Dezembro”, de David Mourão-Ferreira, sentimos mais profundamente por que estas duas palavras são, afinal, tão dissonantes.


Dedicadas as próximas sessões dos Clubes de Leitura a esta época festiva, consulte aqui a lista dos títulos disponíveis na (sua) Biblioteca Municipal com antologias, livros de humor, livros (ditos para) crianças e outras curiosidades.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Romances históricos em Novembro

A História continua a prender a nossa atenção!!! Talvez porque de algumas obras solta-se o cheiro das especiarias dos Descobrimentos, de outros fascina-nos a forte confiança que animou o Homem, impelindo-o a descobertas científicas extraordinárias e a experimentações artísticas de beleza humanista perfeitamente únicas!

E talvez, ainda, porque há personagens que atravessam os séculos com a sua vida rica, audaz e sábia e ficam na memória de todos ou, pelo contrário, porque há figuras que ficaram submersas pela fama de outras que, injustamente, as ocultaram e urge conhecer!

Por todas estas razões, desejamos a todos os nossos melhores votos de leituras com tempo!

Espreite as leituras já feitas sobre este tema aqui

Foi assim em Alcantarilha …





terça-feira, 29 de outubro de 2013

Ilustrações de "Cartas Portuguesas" de Mariana Alcoforado por Rosália Lourenço


Queremos aqui agradecer muitíssimo à leitora Rosália L. que nos enviou o seu fabuloso e muito poético trabalho de ilustração acerca da obra “Cartas Portuguesas” da freira Mariana Alcoforado e que inspirou as “Novas Cartas Portuguesas” das Três Marias (como ficaram conhecidas Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa e Maria Isabel Barreno), que lemos há já algum tempo. 

Interessantíssimo será, pois, a par da leitura de cada carta interpretarmos a sua respectiva ilustração, pelo que fica aqui o desafio lançado para quem na altura não teve oportunidade de ler este livro ou para aqueles que queiram relê-lo.

Boas leituras e fruições artísticas aqui

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

HOMENAGEM À MARIA LUA

No dia 21 passou exactamente um ano desde que a família, amigos, a Biblioteca Municipal e Silves perderam fisicamente Maria Santos (mais conhecida como “Maria Lua”). Pela paixão, entusiasmo, dedicação e abnegação que ela colocou em tudo o que fazia para contagiar miúdos e graúdos em prol dos livros, da leitura, da poesia, da cultura, da cidadania, e, sobretudo, da alimentação e preservação – tão prementes agora como dantes – do sonho, do desassossego, da imaginação e da criatividade, a Biblioteca Municipal de Silves evocou-a (e continuará a fazê-lo) num ambiente informal, intimista e aconchegante, bem ao jeito do gosto da homenageada.








Fazemos questão de recordar aqui (e respondendo também a vários pedidos que nos fizeram de que a homenagem à nossa amiga e colega Maria Lua tivesse também expressão digital) alguns momentos, imagens, vídeos e textos que foram lidos nesta sessão realizada na Biblioteca Municipal, no dia passado dia 21, pelas 21h00. Nela houve leituras de textos pelos seus próprios autores e outros que nos foram enviados por mail por ex-alunos da NModels, amigos e familiares. A todos os presentes e que através do seu testemunho (poema, canção ou outra mensagem; ou simplesmente com a sua presença), àqueles que se fizeram sentir presentes através dos seus mails e, ainda, àqueles que não podendo estar fisicamente presentes estiveram-no emocionalmente o nosso muito obrigada.

Ao prepararmos a homenagem tivemos receio de que ela pudesse tornar-se num momento pesaroso e cinzento. Contudo, depois lembrámo-nos de que a Maria, por vezes, repetia que “As palavras sufocadas apodrecem-nos” e, por outro lado, recordámo-nos dos seus ensinamentos de que o ser humano devia aceitar-se tal qual como era para depois poder trabalhar-se, libertar-se e voar, tendo sempre consciência de que a vida é multicolor. Por isso, o que desejámos a todos foi que esta iniciativa nos fizesse dar mais um passo no processo de luto que é sempre longo e doloroso, mas que nos relembrasse, sobretudo, que a Maria apreendia o que de melhor tinha cada familiar, cada amigo, cada aluno, colega e leitor e que, à semelhança do que ela fez e sonhou, nos sentíssemos inspirados e criativos para ABRAÇAR A VIDA!

Para (re)ler alguns textos  clique aqui

terça-feira, 24 de setembro de 2013

ROMANCES HISTÓRICOS em outubro

O próximo mês será dedicado a uma viagem ao passado com romances históricos que o(a) farão (re)descobrir outros usos, leis, gastronomia, sistemas económico-políticos e, sobretudo, mentalidades. 

Aceda à lista de alguns romances históricos seleccionados de entre o fundo documental da Biblioteca Municipal e agrupados segundo diferentes épocas e países aqui.

AMOR em Setembro...

No mês de setembro, as sessões dos Clubes de Leitura (da BMS e da Biblioteca da Casa do Povo de Alcantarilha e Armação de Pêra- BCPAAP) revistaram o Amor em várias épocas, concluindo apenas que "A medida do amor é amar sem medida" (Santo Agostinho) e que "A arte de amar é exactamente a de ser poeta" (Cecília Meireles)  …

As várias facetas, componentes, desafios e tipos de amor foram “experimentados” por quem leu obras como:

- D'este Viver Aqui Neste Papel Descripto: cartas da guerra de António Lobo Antunes
- Quem ama não dorme de Robert Schneider
- O amante de Marguerite Duras
- O animal moribundo de Philip Roth
- O amor nos tempos de cólera de Gabriel García Márquez
- O gato malhado e a andorinha Sinhá: uma história de amor de Jorge Amado
- O espantalho enamorado de Guido Visconti
- O amor é fodido de Miguel Esteves Cardoso
- Mentes treinadas, mentes brilhantes de Augusto Cury
- Cartas a Anaïs Nin de Henry Miller

Aqui ficam algumas fotos destes encontros de “fazer ninho no coração”…

no Clube de Leitura da BMS




e no Clube de Leitura da BCPAAP




terça-feira, 30 de julho de 2013

FEIRA DO LIVRO EM ARMAÇÃO DE PÊRA

Durante cerca de quase mês e meio, os silvenses têm a oportunidade de namorar de perto livros pelos quais anseiam há muito, comprar obras por preço que nem imaginariam e actualizar-se em relação a vários assuntos com esta grande Feira a decorrer em Armação de Pêra, levando-nos a acreditar no poema de Henrique Barreto Nunes, grande bibliotecário deste país.

“Vá à Feira do Livro, às livrarias, às bibliotecas que emprestam livros e traga um livro.
Leve o livro para casa.
Leve o livro para a cama.
É sempre uma boa companhia. Quando lê, nunca está sozinho.
Mas primeiro dispa-o cuidadosamente do papel ou do saco de plástico que o envolve.
Depois, pode demorar-se a apreciar a encadernação, acariciar a lombada, abri-lo lentamente, folheá-lo devagarinho até encontrar uma ilustração mais interessante, pode voltar ao princípio, começar a lê-lo sem presas, entusiasmar-se e mesmo acabar de repente, com sofreguidão

E pode começar de novo de uma maneira ou de outra. Um livro tem sempre algo de diferente a revelar, às vezes custa é descobri-lo.
Pode voltar a pegar-lhe no dia seguinte, todos os dias, até se cansar, que ele permanece sempre a seu lado.

Não precisa de fazer uma leitura segura: não é necessário pôr-lhe uma capa plástica para o proteger. As suas mãos podem sentir-lhe a textura, a suavidade, a qualidade do papel, o cheiro da tinta e o pior que pode acontecer-lhe é ficar seduzido para sempre.

Pode lê-lo em qualquer posição, de trás para a frente, de frente para trás ou mesmo começar pelo meio. O livro está sempre disponível para se entregar a quem o ama.

Talvez seja mesmo o primeiro a tê-lo, e então haja com mil cuidados, porque vai querer saborear esse momento raro de colher as primícias do seu conteúdo.

E também há-de querer lê-lo mais vezes.
Leve um livro para a cama.
Ler, às vezes, é quase tão bom como fazer amor.
Leve um livro para a cama, hoje, amanhã, sempre.”

Para mais informações sobre a calendarização e horário da feira aceda aqui