sexta-feira, 25 de outubro de 2013

HOMENAGEM À MARIA LUA

No dia 21 passou exactamente um ano desde que a família, amigos, a Biblioteca Municipal e Silves perderam fisicamente Maria Santos (mais conhecida como “Maria Lua”). Pela paixão, entusiasmo, dedicação e abnegação que ela colocou em tudo o que fazia para contagiar miúdos e graúdos em prol dos livros, da leitura, da poesia, da cultura, da cidadania, e, sobretudo, da alimentação e preservação – tão prementes agora como dantes – do sonho, do desassossego, da imaginação e da criatividade, a Biblioteca Municipal de Silves evocou-a (e continuará a fazê-lo) num ambiente informal, intimista e aconchegante, bem ao jeito do gosto da homenageada.








Fazemos questão de recordar aqui (e respondendo também a vários pedidos que nos fizeram de que a homenagem à nossa amiga e colega Maria Lua tivesse também expressão digital) alguns momentos, imagens, vídeos e textos que foram lidos nesta sessão realizada na Biblioteca Municipal, no dia passado dia 21, pelas 21h00. Nela houve leituras de textos pelos seus próprios autores e outros que nos foram enviados por mail por ex-alunos da NModels, amigos e familiares. A todos os presentes e que através do seu testemunho (poema, canção ou outra mensagem; ou simplesmente com a sua presença), àqueles que se fizeram sentir presentes através dos seus mails e, ainda, àqueles que não podendo estar fisicamente presentes estiveram-no emocionalmente o nosso muito obrigada.

Ao prepararmos a homenagem tivemos receio de que ela pudesse tornar-se num momento pesaroso e cinzento. Contudo, depois lembrámo-nos de que a Maria, por vezes, repetia que “As palavras sufocadas apodrecem-nos” e, por outro lado, recordámo-nos dos seus ensinamentos de que o ser humano devia aceitar-se tal qual como era para depois poder trabalhar-se, libertar-se e voar, tendo sempre consciência de que a vida é multicolor. Por isso, o que desejámos a todos foi que esta iniciativa nos fizesse dar mais um passo no processo de luto que é sempre longo e doloroso, mas que nos relembrasse, sobretudo, que a Maria apreendia o que de melhor tinha cada familiar, cada amigo, cada aluno, colega e leitor e que, à semelhança do que ela fez e sonhou, nos sentíssemos inspirados e criativos para ABRAÇAR A VIDA!

Para (re)ler alguns textos  clique aqui

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